CRÔNICA
Diálogo entre a mãe, o filho,
com seus sete anos, com a presença do senhor cachorrinho Lhasa
apso e da senhora gatinha Angorá e quem mais queira estar
presente.
O QUE É A
CONSTITUIÇÃO?
*Prof. Leon
Frejda Szklarowsky
- Mamãe, porque há muitos cachorros e
gatos na rua sem que ninguém lhes dê um pouco de
carinho e comida? Vivem à procura de alimentos ou de
qualquer coisa que tapeie o estômago. E quando não
encontram nada, dá até dó.
-
- Bem, como eles, também há muitos meninos
e meninas famintos, na rua, e ninguém lhes dá nada.
Ficam à cata de minguados tostões, quando alguém lhes
oferece, de má vontade, alguns centavos ou então se
fartam com o que acham no lixo. Quando encontram!
-
- E eles não trabalham? Não estudam? Ficam
à toa? São diferentes de nós?
-
- É, deveriam, pelo menos estudar, porque o
homem sem instrução ou profissão definida não tem
nenhuma chance de vencer na vida. Nem de ganhar o pão
para o seu sustento. Fazer qualquer curso. Aprender um
ofício.
-
- Como assim?
-
- É, simples, meu filho. A Constituição,
que é a lei que contém as regras mais importantes de um
país e indica como se estrutura o Estado, ou seja, é o
lugar, o país, onde você nasce, cresce, estuda,
trabalha, namora, casa, constitui família, passa sua
vida toda, diz que todos são iguais, porque não pode
distingui-los pela diferença de cor, sexo,
nacionalidade, religião, opinião ou pela situação
econômica, isto é, por serem pobres ou ricos.
Realmente, todos devem trabalhar, devem estudar. Todos
têm que fazer alguma coisa.
-
- Como assim? O que quer dizer
nacionalidade, que você mencionou?
-
- No nosso país, na nossa pátria, os
brasileiros e estrangeiros, que vieram de outros lugares,
gozam da mesma proteção. São iguais. Nem mais, nem
menos.
-
- Todos mesmo? E quando começaram a vir
para cá?
-
- Sim, todos, todos, mesmo. Muitos vieram
atrás de aventuras para conhecerem outras terras, ou a
mando do rei, como na época dos descobrimentos. Neste
caso, na verdade, o rei de Portugal, tendo tido a ventura
de descobrir novas terras, como o Brasil, que ainda
estava mal povoado e só havia selvagens, não
instruídos como nós, mas com cultura e língua
próprias, convidavam os portugueses para ajudarem a
povoar o Brasil, que tinha outro nome.
-
- Outro nome, como assim?
-
- Quando Pedro Álvares Cabral chegou a esta
terra, até o local, hoje conhecido por Porto Seguro, na
Bahia, por sinal lugar encantador, então desconhecida de
muitos, embora alguns já tivessem conhecimento dela,
batizou-a com o nome de Vera Cruz e, depois, Santa Cruz
e, mais tarde, Brasil. Aliás, você deve ter ouvido na
escola e na televisão que, no ano que vem, estar-se-ão
comemorando quinhentos anos do descobrimento. Ou se
quiser aprender mais uma: quingentésimo aniversário do
descobrimento. É a mesma coisa. E vai haver uma festa
colossal.
-
- Quin... gen...tésimo? Que palavra
difícil, mamãe! Nunca ouvi falar nela.
-
- Sim, quin... gen...tésimo! 500!
-
- Então, só vieram os portugueses?
-
- Naquela época, sim. Só os portugueses
vieram. E não havia nada aqui. Só florestas, água,
muita água, plantas e animais de todas as espécies. Os
índios viviam em aldeias. As famílias eram numerosas.
As casas eram feitas com estacas fincadas no chão,
cobertas com folhas de palmeiras. Geralmente, viviam da
caça e da pesca. Mais tarde, outros povos vieram para
cá. Os negros foram trazidos para o Brasil para
trabalharem como escravos na agricultura, nos campos,
principalmente na lavoura do café. E trouxeram seus
costumes, sua religião, sua cultura, sua dança, seu
modo de vida e a saudade. Muita saudade. Alguns até
descendiam de reis, príncipes, de pessoas de destaque e
eram acorrentados. Seu transporte era feito por navios e
eles viajavam em condições piores que a de animais.
-
- Por que? Por que deixaram seus países?
Eles não viviam bem lá?
-
- Já mencionei os portugueses. Os negros
não tinham escolha, pois eram vendidos como escravos,
isto é, não ganhavam nada pelo trabalho que faziam..
Depois, vieram os italianos, para ajudar na agricultura.
Ou, se quiser mais detalhes, vinham para as fazendas de
café, principalmente do interior de São Paulo. Já
ouviu falar desse Estado?
-
- Já, mas onde fica?
-
- No sul. Ou, com mais precisão, fica a
sudeste do Brasil. Sua área é de 247.898 quilômetros
quadrados. Fica próximo dos Estados do Rio de Janeiro,
de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.
Há gente de todas as origens: italianos, sírios,
libaneses, poloneses, alemães, espanhóis, japoneses,
russos. Enfim, gente de todas as partes do mundo e até
do Brasil.
-
- Alguns italianos foram mais para o sul, ao
Rio Grande do Sul, onde se dedicaram ao cultivo da uva,
com a qual se faz o vinho. Por isso mesmo o bom vinho vem
de lá. Nós mesmos, lá em casa, bebemos esse vinho.
Recorda-se?
-
- Sim.
-
- Em certa ocasião, quando íamos para a
praia, papai bebeu tanto, porque era gostoso demais, e
não pudemos viajar. Tivemos que adiar a viagem, para o
dia seguinte. E sabe por que? Porque quem bebe, ainda que
um pouco de nada e mesmo que seja vinho, não deve
dirigir carro.
-
- Sim, mamãe. O vinho é muito gostoso. É
pena que papai não me deixa tomar bastante. Quem mais
veio para o Brasil, além dos italianos que você narrou?
-
- Os espanhóis, os alemães, os árabes, os
judeus, os russos, os poloneses e tantos outros que nem
me lembro direito.
-
- E os japoneses, você esqueceu? Tenho
muitos amigos, na escola, que descendem de japoneses.
Gosto muito deles. São tão bonzinhos. E muito
aplicados.
-
- Realmente, são muito importantes, de tal
forma que, como todos os outros que citei, contribuíram
decisivamente para o progresso do País, em todas as
áreas.
-
- E os estrangeiros são como nós?
-
- Sim, muitos dos que vieram já tem filhos,
netos, bisnetos. Chegaram há muito tempo. Alguns com
família, marido, mulher, filhos, tios, tias. Outros
vieram solteiros e aqui se casaram, tiveram filhos,
depois, netos, bisnetos. Seu avô era italiano. Sua avó
era espanhola. Do lado do papai, seus avós eram
alemães. Veja que mistura. Entende por que não deve
haver discriminação ou diferença no tratamento dessas
pessoas?
-
- É igual àquela novela da televisão, que
mostra a imigração italiana?
-
- Exatamente. Você fez uma ótima
ligação. Narra a história da imigração italiana. A
colônia italiana é uma das mais numerosas e
importantes.
-
- E não eram considerados diferentes, por
não terem nascido aqui?
-
- Não. E sabe por que?
-
- Não. Nem me passa pela cabeça. Gostaria
muito de conhecer.
-
- Pois bem, ouça. Como lhe contei, a
princípio, os portugueses tinham como missão ajudar a
povoar e ensinar os índios, até porque a religião
deles era outra. Acreditavam em vários deuses. Eram
pagãos. Os portugueses convertiam-nos ao cristianismo,
que era a religião de Portugal. Nós somos cristãos.
Católicos. Vamos à missa. Mas nem todos são
católicos. Outros são protestantes. Ainda, há os
judeus e os muçulmanos. Neste país, há liberdade
religiosa, isto é, cada um pode professar a religião
que quiser. Está entendendo a história?
-
- Estou. Alguma coisa a professora já
contou.
-
- Mais estrangeiros vieram para cá em busca
de uma vida melhor. A Europa tinha passado por diversas
guerras. Não tinham o que comer. Eram muito pobres.
Outros países, principalmente, o Japão, a Síria, o
Líbano também tinham o mesmo problema. Você deve estar
lembrado do senhor Abdalla da lojinha de sapatos e
tênis, onde comprei o seu e o de sua irmã. Aquele
senhor de bigode grande e que sempre me cumprimentava,
quando passava em frente a sua loja.
-
- E o que é tem isso a ver conosco?
-
- Tem e muito. Todo mundo procura um lugar
bom para viver, cuidar da família, trabalhar em paz. E
assim por diante.
-
- O que significa assim por diante?
-
- Nada de mais. Quando não se quer dizer
muitas coisas, costuma-se usar essa expressão ou então
etc. E, assim, deixa-se subentender que há outras coisas
mais. É a preguiça de falar muito. Isto é muito comum.
-
- Vocês, adultos, são mesmo gozados. E
depois falam das crianças que não querem fazer nada.
-
- Tem razão. Mas, continuando, como o
Brasil foi um país que recebeu muitos imigrantes...
-
- Imigrantes? O quer dizer imigrantes?
-
- Imigrante? Imigrante é a pessoa que vem
de outros países, estabelecendo seu novo lar, aqui.
-
- Ah, como os vovôs?
-
- Já falei que sim.
-
- Por isso, meu filho, os nossos
antepassados, nossos avós e pais, quando vieram para
cá, recebiam o melhor tratamento possível, para que
não tivessem saudade da outra casa que deixaram para
trás, para sempre. Nunca mais iriam voltar, a não ser
para fazer rápidas visitas, muito tempo depois.
-
- E então eles eram paparicados?
-
- Não é isso, não. Como lhe disse, eles
largavam tudo no seu país, vinham para cá, construíam
família, um novo lar, ajudavam o Brasil, que necessitava
deles e, daí, recebiam tratamento adequado, porque
transformaram esse país em seu novo lar. Então, desde
aquela época, procurou-se dar-lhes condições
adequadas, fazendo-os sentir que realmente aqui era seu
lugar. Não quer dizer que não tinham que lutar,
trabalhar muito, às vezes até passavam fome. A vida
não lhes foi nada fácil. Entretanto, conseguiram
superar as adversidades, ou seja, as dificuldades.
-
- Qual a relação com a Constituição?
-
- Ora, nada mais certo que colocar isso na
Constituição, para que ninguém duvide ou os maltrate
ou ainda crie diferença no tratamento para com eles. Há
uma forma prevista nessa Lei, permitindo que os
estrangeiros, depois de certo tempo, tornem-se
brasileiros, por terem demonstrado que efetivamente fazem
deste país seu lar definitivo. Mesmo que continuassem
com a nacionalidade de origem, tinham os mesmos direitos,
isto é, receberiam o mesmo tratamento dado aos que aqui
nasceram ou já estavam há muito tempo nesta terra.
-
- Você disse que o Brasil necessitava
deles. Por que? Sem eles, nada se poderia fazer?
-
- O país é grande demais. Tem mais de oito
milhões de quilômetros quadrados de área. É maior que
a maioria dos países da Europa e da América do Sul,
continente onde está situado o Brasil. Só se compara,
em tamanho, com os Estados Unidos da América, com a
China, com a índia e com a Rússia, antiga União
Soviética. O papai sempre fala da União Soviética,
porque um dos seus bisavôs nascera lá.
-
- Puxa! Você é inteligente e sabe muitas
coisas.
-
- Obrigada pelo elogio. Fico contente.
Continuando, desde onde você me interrompeu, a
Constituição que é a lei de todos para todos, diz como
os governantes devem comportar-se, como o Estado, de que
lhe falei, a pátria, deve ser estruturada, em forma de
democracia, onde todos votam para escolher quem vai
dirigi-los ou governá-los, quem vai fazer as leis, que
regulam o comportamento das pessoas, quem vai julgar
aqueles que descumprem a lei. E esta mesma
Constituição, que todos devem respeitar, afirma que
todos são iguais, independentemente da cor da pele, do
sexo, da religião e da origem. Mas, infelizmente, as
coisas, às vezes, não são como a gente imagina ou
deseja. Muitas coisas ruins acontecem. Algumas pessoas
são más ou porque não foram educadas adequadamente ou
porque são revoltadas e não conseguem dominar-se. Há
de tudo.
-
- É como lá em casa, com nossa família,
que vive bem?
-
- Sim, você também é inteligente e pega
as coisas no ar. Não preciso falar duas vezes. Repare
como o senhor Lhasa e a senhora Angorá olham fixo, para
nós. Você percebeu que ambos se dão bem? Coexistem.
Aquela lenda de que cachorro e gato não se entendem não
vale para a nossa casa.
-
- Nem para nossa família, não é? Será
que eles compreendem o que você está falando?
-
- Isto é outra história, para a próxima
vez. Agora, deixe-me aproveitar o exemplo que você deu.
-
- De lá de casa?
-
- Sim. Lá em casa, moramos, eu e o papai, a
Paula, sua irmãzinha, mais nova, a nossa empregada., que
é chamada, com muita razão e justiça, secretária do
lar, e você é claro. Ah, esqueci-me do cachorrinho e da
gatinha. Fazem parte da família. Vivem sob o mesmo teto,
conosco. Não brigam. Bem, às vezes, estão de mau humor
e, então, sai uma briguinha boa para quebrar a
monotonia. Porém, logo, voltam às boas.
-
- E a titia Rita? O tio Ângelo? A vovó
Ingrid? A prima Maria.
-
- Não, meu filho, eles não moram conosco.
Têm suas casas. Suas famílias.
-
- Sei.
-
- Bem, em casa, não há um chefe único,
porque o papai e a mamãe dirigem a casa e os filhos. Há
normas. Regras. Estas devem ser obedecidas por todos
nós, porque, onde não há disciplina, onde não há
consenso, isto é, união, opiniões respeitadas, reina a
desordem e ninguém se entende.
-
- Como naqueles filmes de faroeste? Ou dos
homens de outros planetas atacando a Terra, com raios?
-
- Mais ou menos isto. O exemplo é bom.
Você, como sempre, está na frente. Vai ser até um bom
advogado. Ou escritor.
-
- Mas, eu quero ser médico, para salvar
vidas humanas.
-
- Você poderá escolher a profissão que
desejar. Procure ser sempre o melhor. Esforce-se ao
máximo. Meu professor de Português e Latim sempre
repetia isto.
-
- E você seguiu o exemplo?
-
- Acho que sim. Procuro ser mãe carinhosa,
boa esposa, amiga dos filhos e até, se você me
permitir, uma boa professora de meus filhos. Afinal, fiz
a faculdade. Para alguma coisa serve, não acha?
Continuando, existe, como lhe falei antes, a
Constituição. O que é que eu disse da Constituição?
-
- Eu sei, sim, pensa que sou burro?
-
- Não disse isso.
-
- Mas pensou, tenho certeza.
-
- Não, não pensei. Só porque perguntei se
você se lembrava do que disse sobre a Constituição,
então é motivo para ficar bravo, embirrar?
-
- Eu, sei, mamãe, a Constituição de um
povo é como um cobertor que protege a gente do frio,
não deixa a gente pegar resfriado, esquenta. Não é,
verdade?
-
- Sim, é verdade. A Constituição pode ser
comparada com o cobertor, que protege do frio, do
resfriado, aquece. Só que a Constituição tem regras
que devem ser obedecidas por todos. Como ninguém pode
rasgar um cobertor ou furá-lo, porque, rasgado ou
furado, não mais servirá par proteger ninguém, também
a Constituição, que é a Lei Maior, protege todos e ao
mesmo tempo é diretora das regras mais importantes do
país. Não pode, da mesma forma, ser rasgada, rasurada
ou, como o cobertor, ser perfurado ou rasgado.
-
- Deixe-me dar mais um exemplo. Essa tal de
Constituição não funciona como um pára-raio ou um
telhado?
-
- Novamente, dou mão à palmatória. Daqui
a pouco, você é que me vai ensinar. Parabéns. Acho que
a boa sou eu, porque estou despertando em você a
curiosidade.
-
- Não, mamãe. Eu é que sou bom. Gosto de
ouvir e aprender. Assim, quando tenho dúvida, pergunto.
Não faço bem? Estou ficando chato?
-
- Claro que não. Estávamos na
Constituição. Uma das regras que dela emana é
justamente a de que todos são iguais. As pessoas, não
importam as diferenças aparentes, devem ser tratadas da
mesma forma, porque os seres humanos, quaisquer que sejam
sua origem, religião, nacionalidade, etc., são todos
irmãos. Deus é um, e um só é o homem.
-
- Ih, está começando a ficar escuro.
-
- Ainda é dia, meu filho. Que é isto?
-
- Não, mamãe, está ficando escuro na
minha cabeça.
-
- Então, vamos, lá, aproveitar o sol, sua
claridade, talvez ele o ilumine. Eu disse que as pessoas
nascem em lugares diferentes. Cada povo tem seu costume.
Sua religião. Seu modo de ser. Devem ser livres e
respeitados. E a nossa Constituição esclarece
exatamente isso. E sabe, por que?
-
- Acho que me lembro. Você disse que muitas
pessoas de diversos lugares vieram para cá e
estabeleceram-se com suas famílias etc.
-
- Ué, você também começou a economizar
palavras e idéias e usa o etc.?
-
- Aprendi com você. Se você pode, também
posso. E essas pessoas formam famílias, seus lares e a
Constituição, etc.
-
- Por que o etc., novamente? Não vale
abusar. Senão você acaba não dizendo mais nada.
-
- Já entendi. E os animais também são
iguais?
-
- É uma boa pergunta. E a resposta está no
tratamento que dispensamos ao senhor Lhasa e à senhora
Angorá. Há também uma lei protetora dos animais, das
plantas, da natureza, que fica para uma outra ocasião,
porque senão quem fica com a cabeça escura sou eu.
-
- Me dá um sorvete?
-
- Dou, sim, senhor. Você fez por merecer.
Está na geladeira. Traga-me também um de chocolate.
-
- Onde estão os dois animaizinhos?
-
- Devem estar escondidos em algum canto. O
senhor Lhasa, de barriga para cima, como costuma fazer. A
senhora Angorá, deitadinha, de lado. Cansaram-se e devem
estar dormindo. Eles podem dar-se a esse luxo, a qualquer
momento. Também são livres. É a natureza.
-
- Tchau, mamãe, vou descansar, também.
-
- Até o jantar. E não deixe de fazer o
dever de casa, meu geniozinho.
BSB 8-12-99
Dedico esta
crônica à minha rainha, Regina, às minha princesas, Márcia e
Vera, e aos meu príncipe Simão.
* Prof. Leon Frejda Szklarowsky, Subprocurador-Geral da Fazenda
Nacional aposentado, é advogado, juiz arbitral da American
Associations Commercial Pannel, de Nova York, membro dos
Institutos dos Advogados Brasileiros, de São Paulo e do Distrito
Federal, acadêmico da Academia Brasileira de Direito
Tributário, do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito
Federal (diretor-tesoureiro), membro da International Fiscal
Association, da Associação Brasileira de Direito Financeiro e
do Instituto Brasileiro de Direito Tributário. Integra o
Conselho Editorial dos Cadernos de Direito Tributário e
Finanças Públicas, da Editora Revista dos Tribunais, e o
Conselho de Orientação das Publicações dos Boletins de
Licitações e Contratos, de Direito Administrativo e Direito
Municipal, da Editora NDJ Ltda., Coordenador de debates da TEIA
JURÍDICA PARANÁ (INTERNET) e da TEIA JURÍDICA. Editor da
REVISTA JURÍDICA CONSULEX. Co-autor do anteprojeto da Lei de
Execução Fiscal, que se transformou na Lei 6830/80 (secretário
e relator); dos anteprojetos de lei de falências e concordatas
(no Congresso Nacional) e autor do anteprojeto sobre a penhora
administrativa (Projeto de Lei do Senado 174/96). Entre suas
obras, destacam-se: Execução Fiscal, Responsabilidade
Tributária e Medidas Provisórias, ensaios, artigos, pareceres e
estudos sobre direito público. Em preparo: Crimes Raciais.